sexta-feira, 24 de julho de 2020

REVOLTAS REGENCIAIS E SUAS PECULIARIDADES

CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA 
Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce. 



         O período regencial, compreendido entre a abdicação de D. Pedro I e a maioridade de D. Pedro II, foi marcado por revoltas e disputas em todo o Império, atingindo algumas importantes províncias, de norte a sul da recente nação. 
         Durante o decênio do período regencial (1831 – 1840) as revoltas explodiram no país, por diversas causas. Assim, não é possível pensar nessas revoltas de forma homogênea, atribuindo apenas uma única causa, uma mesma motivação, embora, a perda de uma ideia de legitimidade – existente enquanto D. Pedro I esteve à frente do trono – possa ser considerado um fator relevante. A desestabilização do Império levou também a disputas entre as elites provinciais, insatisfeitas com os rumos que o país tomava, além das disputas políticas locais, insatisfação popular com a pobreza e a desigualdade etc. 
       A revolta farroupilha aconteceu no Rio grande do Sul e foi uma revolta que durou cerca de 10 anos. A revolta começou no ano 1835 e foi por causa de uma insatisfação contra os altos impostos cobrados pelo charque e, também estava relacionada à concorrência deste produto com o de outros países. Essa revolta só acabou no ano de 1845, quando foi realizado um acordo entre as tropas do império e os revoltosos. 
      A cabanagem aconteceu na província do Grão-Pará e teve a participação de varias pessoas pobres, que sofriam com a exploração existente na região. Os revoltosos queriam terras e diminuição de impostos. É diferente da farroupilha, que teve maior participação de fazendeiros e pessoas com dinheiro. 
     Um ponto importante é que não há consenso entre os historiadores sobre se os farrapos queriam de fato separar-se do Brasil ou se apenas queriam garantir mais autonomia para sua província criando assim uma controvérsia entre os historiadores. 
      O fim do Período Regencial foi resultado da disputa política entre liberais e conservadores. Os liberais conseguiram conquistar o apoio da maioria dos deputados e senadores e realizar o Golpe da Maioridade em 1840. Com esse golpe, Pedro de Alcântara teve a sua maioridade antecipada e tornou-se imperador do Brasil com 14 anos de idade. Esse ato iniciou o Segundo Reinado e deixou os liberais satisfeitos porque foi retirado o poder das mãos dos conservadores. Os liberais também esperavam que a coroação do imperador colocasse fim à série de revoltas provinciais que aconteciam no país. 

Referências: 
PERÍODO REGENCIAL; Brasil Escola; Daniel Neves. (Disponível em: https://brasilesco.la/b8529. Acesso em: jun. 2020). 
REVOLTAS DO PERÍODO REGENCIAL; Pedro Eurico Rodrigues. (Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-francesa-os-estados-gerais.htm. Acesso em: jun. 2020). 
"GUERRA DOS FARRAPOS"; Brasil Escola; SILVA, Daniel Neves. (Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolucao-farroupilha.htm. Acesso em: jun. 2020).

A REVOLUÇÃO FRANCESA E SEUS DESDOBRAMENTOS SOCIOPOLÍTICOS

CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA 
Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce. 


         A Revolução Francesa foi um movimento social e político ocorrido na França entre 1789 e 1799, que resultou no fim do Antigo Regime e, posteriormente, deu origem à República Francesa, considerando e analisando os fatos, destacamos alguns fatores importantes. 
         As razões que levou Luís XVI a convocar a Assembleia dos Estados Gerais, em 1789, foram motivadas pelo aumento das pressões populares, de modo que os camponeses já se revoltavam em diversas regiões da França e a sustentação do modelo social do Antigo Regime já parecia ser impossível, de modo que a convocação das Assembleias seria uma forma de garantir algum grau de compromisso, com concessões parciais ao Terceiro Estado. 
          Este Terceiro Estado era composto pela maioria da população francesa. Apesar da maioria absoluta, a forma de voto da Assembleia Geral impedia a hegemonia dos interesses do mesmo. Conforme previsto, os votos eram dados por estados, com isso a aliança de interesses entre o clero e a nobreza impedia a aprovação de leis mais transformadoras. Inconformados com tal diferença, os integrantes fizeram enorme pressão exigindo a adoção do voto por cabeça. Desta forma, contando com o paio de alguns integrantes dos demais estados, o terceiro estado garantiria um amplo conjunto de reformas político-administrativas. 
          A primeira Constituição aprovada em 3 de setembro de 1791 petrificou os direitos proclamados com a Revolução, indo, porém, mais adiante. Dentre os princípios positivados na nova Carta estava presente a repartição dos Poderes Executivo, exercido pelo monarca e os ministros o Legislativo, atribuído à Assembleia unicameral e ao Judiciário independente. Quanto aos direitos fundamentais, a Constituição reitera o elenco já previsto em 1789 e reconhece os direitos civis e naturais, a igualdade, esta desdobrada em equidade de acesso aos cargos e às funções pública, fiscal e penal, e quatro espécies de liberdade, quais sejam: liberdade de circulação e expressão, liberdade de imprensa e de culto. A Constituição também garantiu o direito de propriedade e previu o direito de o proprietário ser indenizado previamente e em dinheiro nos casos de desapropriação. Ingressaram na Constituição, importantes direitos sociais, dentre os quais: a garantia de criação de estabelecimento de seguros públicos que objetiva promover a educação de crianças abandonadas; o socorro aos doentes pobres e inclusão social dos pobres, em geral e o sistema educacional público e gratuito para todos os cidadãos.
       Entretanto, a Constituição não avançou nos direitos mais relevantes do Estado democrático, pois restringiu os direitos de participação política ao conferir legitimidade ao sufrágio censitário que dividiu, com inspiração nos ensinamentos de Sieyès, os cidadãos em ativos, aqueles que tinham renda suficiente para votar e passivos, os que não alcançavam a renda suficiente para ter direitos políticos, excluindo as mulheres, as crianças, os estrangeiros e aqueles que não pudessem contribuir para o sustento do estabelecimento público, o que limitava deveras o exercício da cidadania. 
         A sociedade francesa passou por diversas mudanças em razão da Revolução Francesa. A aristocracia perdeu o poder político que detinha para a burguesia, que se tornou a nova classe dominante, marcando o fim do feudalismo e o início do capitalismo na França. 

Referências: 
QUE RAZÕES LEVARAM LUIZ XVI A CONVOCAR OS ESTADOS-GERAIS? Eduardo P. Lopes. (Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/75232#readmore. Acesso em: jun. 2020). 
REVOLUÇÃO FRANCESA - OS ESTADOS GERAIS; Rainer Sousa. (Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-francesa-os-estados-gerais.htm. Acesso em: jun. 2020). 
OS DIREITOS FUNDAMENTAIS NAS CONSTITUIÇÕES FRANCESAS; Manoel Messias Peixinho.(Disponível em: http://www.publicadireito.com.br/artigos/?cod=b1bc40d056bad6ec. Acesso em: jun. 2020).

segunda-feira, 30 de março de 2020

COMPETÊNCIA E A DIVERSIFICAÇÃO DOS MÉTODOS AVALIATIVOS


Disciplina: Prática pedagógica em História II


CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce.



É importante ao tratarmos de métodos avaliativos e competências termos em mente, o arcaísmo que permeia a educação brasileira, fruto da influência educacional positivista.
A educação brasileira ao longo do tempo utilizou e utiliza-se do método avaliativo por meio de prova escrita, que em suma, não fornece uma gama de proposições suficiente para que o aluno seja avaliado de forma plural. Este método acaba por privilegiar uma minoria em detrimento ao todo, outros fatores são importantes no processo avaliativo. Estes novos conceitos fazem-se necessários, à diversificação dos processos e a quebra de tabus é imprescindível para que as nuances educacionais possam abarcar de forma homogênea e os resultados possam ser equilibrados.
A base Nacional comum curricular - BNCC neste aspecto oferece subsídios que contribuem e fornecem o caminho aos educadores no processo de desenvolvimento das competências pedagógicas, trazendo uma perspectiva plural aos discentes, contemplando não apenas suas habilidades cognitivas, mas suas condições sócioculturais.
Com isto, as sequências didáticas, assumem um papel fundamental nesta construção. As diversificações dos métodos avaliativos são importantes no processo educacional, suas várias perspectivas de aprendizado torna a evolução educacional eficiente e as possibilidades de melhora no desempenho perceptíveis, pois há dentro do desenvolvimento a possibilidade de correção do ensino-aprendizagem.
O saber é um processo que envolve labor contínuo, assim, o dinamismo, a percepção e a criatividade do professor é fundamental neste processo de desenvolvimento do ensino-aprendizagem. Aplicando ao mesmo os mecanismos necessários para atingir as metas traçadas dentro das instituições educacionais através do Plano Político-Pedagógico - PPP.

Referências:

Brauna, Diogo PRÁTICA PEDAGÓGICA EM HISTÓRIA II. Apostila de estudo. O PLANEJAMENTO ESCOLAR; UNISA. P. 1; 10
Brauna, Diogo PRÁTICA PEDAGÓGICA EM HISTÓRIA II. Apostila de estudo. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM; UNISA. P. 1; 10




CONSTRUÇÃO SOCIOCULTURAL DOS SABERES: DESAFIOS E PARADIGMAS


Disciplina: Educação, Cultura e Sociedade.



CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce.


A educação ao longo dos anos vem recebendo inúmeras alternativas de ensino-aprendizagem, talvez o maior desafio ao professor esteja em, desenvolver de forma plena e satisfatória uma metodologia capaz de aliar conhecimento, interação, comunicação e assimilação dos saberes.
Por meio da pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENTEP), podemos ter uma amostra deste problema entre os docentes. Percebemos ali que a maioria dos professores nem discordam e nem concordam com a reprovação de alunos. Isto revela, mesmo de forma subjetiva, a pouca atenção que se dá ao método de ensino-aprendizagem ou estritamente ao avaliativo e a passividade como o mesmo é encarado dentro de um o processo educacional.
Sendo assim, é notável que os resultados não sejam condizentes com as expectativas empregadas, e isto acontece porque o método ensino-aprendizagem não é suficientemente capaz de desenvolver as habilidades em sua plenitude. Conceitos positivistas, por exemplo, ainda são latentes em nossa educação, metodologias arcaicas ainda são mantidas no sistema educacional, com isto, manifesta-se um seletivismo fundamentado na meritocracia. É preciso romper paradigmas neste sentido, desenvolvendo formas mais eficientes e com maior eficácia.
Desenvolver metodologias de ensino-aprendizagem que sejam capazes de abarcar de forma plena os discentes, tornado o conhecimento não apenas um método de exposição-audição-recitação. Que o ensino-aprendizagem possa estar presente na construção sociocultural do discente, dentro de sua realidade social e cognitiva, que o educador possa tornar o ambiente escolar um espaço democrático e que as potencialidades dos educandos possam ser bem desenvolvidas.


Referência:

Enunciado: O QUE LEVA UM PROFESSOR A REPROVAR UM ALUNO (Nova Escola – Disponível em: https://bit.ly/2PGawf. Acesso em: nov. 2017).


RELEVANTES CONTRIBUIÇÕES DE ROUSSEAU PARA A PEDAGOGIA MODERNA


Disciplina: Fundamentos Históricos e Filosóficos da Educação


CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce.

Dado as indagações e tendo como cenário a pedagogia moderna alicerçada nos escritos do filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), mais estritamente em sua obra filosófico-pedagógica Emilio ou da Educação (1762).
Iniciamos esta análise no que tange ao fato de como é preciso ser educada a criança e considerando a afirmação do escritor: “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Asseveramos que a educação do homem começa com o nascimento; antes de falar, antes de ouvir, ele já se instrui. “A experiência antecipa as lições” (p. 45). Rousseau considerava que a infância seria o período de maior felicidade do homem, pois a ação do mundo social ainda é pequena.
Observamos também que as grandes transformações, com relação ao processo pedagógico moderno, trazidas pela obra Emílio, é a formação de homens capazes de lutarem contra a depravação da natureza humana e aptos a ouvirem a própria voz de sua consciência. Ou seja, como um autêntico pensador moderno.
Há de se ponderar que a educação tradicional acreditava na razão como único meio para evolução da humanidade, enquanto que a educação natural proposta por Rousseau considerava a interioridade humana, cuja consciência é o núcleo de sua autenticidade, a força motriz capaz de fazer frente à corrupção humana resultante da socialização distorcida.
Por fim Rousseau transferiu consideráveis subsídios para a pedagogia moderna, denotando uma educação-formação de sujeitos.

Referências:

ALMEIDA, Fábio Fetz de FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO. Apostila de estudo; Rousseau: O Homem Nasce Bom e a Sociedade o Perverte; UNISA. p. 6-7

WENDT, Cristiano Eduardo. DALBOSCO, Claudio Almir. Iluminismo pedagógico e educação natural em Jean-Jacques Rousseau. Educação, Santa Maria, v. 37, n. 2, p. 229-240, maio/ago. 2012. Adaptado.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

RISCA-ME, PEÇO-TE, DO TEU LIVRO


         Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Êxodo 32:32

         Em um debate sobre perseveração dos santos, houve uma citação que me intrigou e levou-me a questionar sobre o versículo supracitado, indagando-me na hipótese de  perca da salvação. Moisés cita duas palavras pertinentes “riscar” e “teu livro”.
         
         É sabido que a escritura assevera de maneira enfática a perseveração dos santos, há inúmeras passagens que corroboram com esse ponto na soteriologia reformada, a segurança da salvação está intrinsecamente ligada à Ordo Salutis, ou seja, a ordem dos eventos que diz respeito a salvação, tal doutrina foi veementemente defendida pelos reformadores no Sínodo de Dort.

        Sinodo de Dort Capitulo V -  Artigo 8 — A graça do triuno Deus preserva  - Assim, não é pelos seus próprios méritos ou força, mas pela imerecida misericórdia de Deus, que eles não se desviam totalmente da fé e da graça nem permanecem caídos para se perderem totalmente no final. Quanto a eles, isto facilmente poderia acontecer e aconteceria sem dúvida. Mas quanto a Deus, não há a menor possibilidade de que isso aconteça, pois o Seu conselho não pode ser mudado; a Sua promessa não pode falhar; o chamado segundo o Seu propósito não pode ser revogado; o mérito, a intercessão e a proteção de Cristo não podem ser anuladas; e o selar do Espírito Santo não pode ser frustrado nem  destruído. Sl 33.11; Hb 6.17; Rm 8.30, 34; 9.11; Lc 22.32; Ef 1.13. Refutando assim doutrinas contrárias e obscuras que trazem duvidas aos neófitos e apreensão aos fracos na fé.

         Sínodo de Dort Capitulo V - Erro 1 — A perseverança dos verdadeiros crentes não é fruto da eleição nem um dom de Deus obtido pela morte de Cristo, mas é uma condição da nova aliança que o homem tem a obrigação de cumprir pelo seu livre-arbítrio antes da sua assim chamada eleição e justificação decisivas.
 Refutação — A Sagrada Escritura testifica que a perseverança segue-se à eleição e é concedida ao eleito pela virtude da morte, ressurreição e intercessão de Cristo: “mas a eleição o alcançou; e os mais foram endurecidos” (Rm 11.7). E também: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8.32-35). Com essa certeza que as sagradas escrituras demostra a todos os eleitos e como o Apostolo Paulo consola aos Filipenses dizendo: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará ate o dia de Jesus Cristo.”( Fp1.6) chegamos a conclusão que Moisés só poderia estar falando de outro “livro”, não o livro da vida aos qual os eleitos tem o nome escrito desde a fundação do mundo. Ap. 17:8; 13:8.

     Mas afinal, que livro é esse?

        O salmista nos dá uma resposta, vejamos: Sejam riscados do livro dos vivos, e não sejam inscritos com os justos. Sl 69:28; Veja, o Salmista se refere ao LIVRO DOS VIVOS.
Clemente Romano escrevendo aos Coríntios, diz o seguinte sobre o texto de Ex 32.32 - Quando Moisés subiu a montanha e passou quarenta dias e quarenta noites no jejum e na humildade, Deus lhe disse: “Desce depressa, pois o teu povo, aquele que fizeste sair do Egito, violou a lei. Eles depressa se afastaram do caminho que tu lhes tinhas ordenado, e fizeram para si ídolos de metal derretido”. E o Senhor lhe disse: “Eu te falei uma vez e até duas, dizendo: Vi este povo, e eis que é povo de cabeça dura. Deixa-me exterminá-los. Apagarei o nome deles debaixo do céu, e farei de ti uma nação, grande e admirável muito mais numerosa do que essa.” E Moisés respondeu: “De modo nenhum, Senhor. Perdoa o pecado desse povo ou cancela-me, também a mim, do livro dos vivos. [ Patrísticas – Padres Apostólicos, Vol I, Paulus, pág. 30] – a clareza do texto aqui reafirma a exegese que aponta para uma conclusão – TRATA-SE DO LIVRO DOS QUE ESTÃO VIVOS.

        Assim concluímos que este versículo não trata de perca de salvação ou da doutrina instável de salvação por meritocracia (hora salvo, hora condenado) ou ainda de riscar o nome do livro da vida, trazendo uma perspectiva sombria aos corações, pois sabemos que somos incapazes de produzir boas obras para sermos salvos e que a nossa certeza encontra-se na graça salvadora e eficaz realizada por Cristo no calvário, o versículo subsequente assevera esta conclusão, Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro. Êxodo 32:33, ou seja - a morte física - não a rejeição e condenação espiritual a qual se dá a todos os preteridos, onde poderemos discorrer em outro artigo.

       Que o Eterno abençoe e ilumine a todos, e que a certeza da vida eterna possa repousar no coração de todos aqueles que foram chamados graciosamente por Cristo!


TEOLOGIA | SOTERIOLOGIA | VIDA CRISTÃ

Por Paulo César da Silva

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

OS CONFLITOS SOCIAIS GERADOS NO CICLO DO OURO


       O declínio da indústria açucareira no Brasil, no final do século XVII forçou a população buscar formas de enriquecimento, os Bandeirantes, incentivados pela coroa portuguesa, explorando o interior, em busca de índios para escravizar, encontram as minas, que modifica o cenário politico, econômico e social. Com a descoberta das minas de ouro nos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso as regiões auríferas passam a receber um grande número de migrantes, na busca por metais preciosos fixam-se nessas regiões.  
           
    As pesadas taxas tributárias, impostas pela coroa sobre a exploração do ouro, primeiramente com o quinto, depois com a taxa fixa de 100 arrobas anuais (equivalente a 1.500kg de ouro), e por último a derrama, que forçava a desapropriação dos bens, para completar a exigência da coroa e o controle incisivo das casas de fundição, levam a região a tornar-se um reduto de revoltas sociais, entre as mais conhecidas destacamos; a Revolta de Vila Rica e a Inconfidência Mineira. Marcos Costa diz o seguinte: É nesse contexto de exploração intensiva que, tomado pelo espirito da Revolução Francesa (1789), um grupo de Brasileiros se revolta contra o despotismo. A reação de Portugal foi de extrema violência, e Tiradentes foi enforcado e esquartejado... (COSTA, MARCOS. 2016). 

        Neste cenário, as agitações sociais eram constantes, pois o descontentamento com as tributações o controle da região pela coroa através dos Provedores-Mores e a ampla densidade demográfica, traziam tensões e revoltas entre os habitantes. Percebemos assim que, a corrida pelo ouro, culminou num aglutinamento de pessoas. A busca pelo metal mais cobiçado no período das expansões marítimas, que impulsionou a colonização espanhola da América pré-colombiana no século XVI, e posteriormente, depois de três séculos, traz novas possibilidades para a coroa portuguesa, explorando o minério na colônia para servir os interesses da metrópole. Entretanto, o controle e a exploração da coroa sobre a mineração dos metais, incitaram revoltas e instabilidades sociais na já combalida colônia. 

HISTÓRIA | HISTÓRIA DO BRASIL

CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce. 


Referências Bibliográficas: COSTA, MARCOS, “A História do Brasil pra quem tem pressa” - 1. ed. – Rio de    Janeiro: Valentina, 201



A ABOLIÇÃO INACABADA: LIBERATA E O PÓS-1883 NO SERTÃO DOS INHAMUNS

  Ilustração: ALBUQUERQUE, Lucílio de. Mãe Preta . 1912. Pintura. Paulo César Silva [1] O Ceará ocupa um lugar de destaque na historiograf...