segunda-feira, 30 de março de 2020

COMPETÊNCIA E A DIVERSIFICAÇÃO DOS MÉTODOS AVALIATIVOS


Disciplina: Prática pedagógica em História II


CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce.



É importante ao tratarmos de métodos avaliativos e competências termos em mente, o arcaísmo que permeia a educação brasileira, fruto da influência educacional positivista.
A educação brasileira ao longo do tempo utilizou e utiliza-se do método avaliativo por meio de prova escrita, que em suma, não fornece uma gama de proposições suficiente para que o aluno seja avaliado de forma plural. Este método acaba por privilegiar uma minoria em detrimento ao todo, outros fatores são importantes no processo avaliativo. Estes novos conceitos fazem-se necessários, à diversificação dos processos e a quebra de tabus é imprescindível para que as nuances educacionais possam abarcar de forma homogênea e os resultados possam ser equilibrados.
A base Nacional comum curricular - BNCC neste aspecto oferece subsídios que contribuem e fornecem o caminho aos educadores no processo de desenvolvimento das competências pedagógicas, trazendo uma perspectiva plural aos discentes, contemplando não apenas suas habilidades cognitivas, mas suas condições sócioculturais.
Com isto, as sequências didáticas, assumem um papel fundamental nesta construção. As diversificações dos métodos avaliativos são importantes no processo educacional, suas várias perspectivas de aprendizado torna a evolução educacional eficiente e as possibilidades de melhora no desempenho perceptíveis, pois há dentro do desenvolvimento a possibilidade de correção do ensino-aprendizagem.
O saber é um processo que envolve labor contínuo, assim, o dinamismo, a percepção e a criatividade do professor é fundamental neste processo de desenvolvimento do ensino-aprendizagem. Aplicando ao mesmo os mecanismos necessários para atingir as metas traçadas dentro das instituições educacionais através do Plano Político-Pedagógico - PPP.

Referências:

Brauna, Diogo PRÁTICA PEDAGÓGICA EM HISTÓRIA II. Apostila de estudo. O PLANEJAMENTO ESCOLAR; UNISA. P. 1; 10
Brauna, Diogo PRÁTICA PEDAGÓGICA EM HISTÓRIA II. Apostila de estudo. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM; UNISA. P. 1; 10




CONSTRUÇÃO SOCIOCULTURAL DOS SABERES: DESAFIOS E PARADIGMAS


Disciplina: Educação, Cultura e Sociedade.



CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce.


A educação ao longo dos anos vem recebendo inúmeras alternativas de ensino-aprendizagem, talvez o maior desafio ao professor esteja em, desenvolver de forma plena e satisfatória uma metodologia capaz de aliar conhecimento, interação, comunicação e assimilação dos saberes.
Por meio da pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENTEP), podemos ter uma amostra deste problema entre os docentes. Percebemos ali que a maioria dos professores nem discordam e nem concordam com a reprovação de alunos. Isto revela, mesmo de forma subjetiva, a pouca atenção que se dá ao método de ensino-aprendizagem ou estritamente ao avaliativo e a passividade como o mesmo é encarado dentro de um o processo educacional.
Sendo assim, é notável que os resultados não sejam condizentes com as expectativas empregadas, e isto acontece porque o método ensino-aprendizagem não é suficientemente capaz de desenvolver as habilidades em sua plenitude. Conceitos positivistas, por exemplo, ainda são latentes em nossa educação, metodologias arcaicas ainda são mantidas no sistema educacional, com isto, manifesta-se um seletivismo fundamentado na meritocracia. É preciso romper paradigmas neste sentido, desenvolvendo formas mais eficientes e com maior eficácia.
Desenvolver metodologias de ensino-aprendizagem que sejam capazes de abarcar de forma plena os discentes, tornado o conhecimento não apenas um método de exposição-audição-recitação. Que o ensino-aprendizagem possa estar presente na construção sociocultural do discente, dentro de sua realidade social e cognitiva, que o educador possa tornar o ambiente escolar um espaço democrático e que as potencialidades dos educandos possam ser bem desenvolvidas.


Referência:

Enunciado: O QUE LEVA UM PROFESSOR A REPROVAR UM ALUNO (Nova Escola – Disponível em: https://bit.ly/2PGawf. Acesso em: nov. 2017).


RELEVANTES CONTRIBUIÇÕES DE ROUSSEAU PARA A PEDAGOGIA MODERNA


Disciplina: Fundamentos Históricos e Filosóficos da Educação


CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce.

Dado as indagações e tendo como cenário a pedagogia moderna alicerçada nos escritos do filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), mais estritamente em sua obra filosófico-pedagógica Emilio ou da Educação (1762).
Iniciamos esta análise no que tange ao fato de como é preciso ser educada a criança e considerando a afirmação do escritor: “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Asseveramos que a educação do homem começa com o nascimento; antes de falar, antes de ouvir, ele já se instrui. “A experiência antecipa as lições” (p. 45). Rousseau considerava que a infância seria o período de maior felicidade do homem, pois a ação do mundo social ainda é pequena.
Observamos também que as grandes transformações, com relação ao processo pedagógico moderno, trazidas pela obra Emílio, é a formação de homens capazes de lutarem contra a depravação da natureza humana e aptos a ouvirem a própria voz de sua consciência. Ou seja, como um autêntico pensador moderno.
Há de se ponderar que a educação tradicional acreditava na razão como único meio para evolução da humanidade, enquanto que a educação natural proposta por Rousseau considerava a interioridade humana, cuja consciência é o núcleo de sua autenticidade, a força motriz capaz de fazer frente à corrupção humana resultante da socialização distorcida.
Por fim Rousseau transferiu consideráveis subsídios para a pedagogia moderna, denotando uma educação-formação de sujeitos.

Referências:

ALMEIDA, Fábio Fetz de FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO. Apostila de estudo; Rousseau: O Homem Nasce Bom e a Sociedade o Perverte; UNISA. p. 6-7

WENDT, Cristiano Eduardo. DALBOSCO, Claudio Almir. Iluminismo pedagógico e educação natural em Jean-Jacques Rousseau. Educação, Santa Maria, v. 37, n. 2, p. 229-240, maio/ago. 2012. Adaptado.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

RISCA-ME, PEÇO-TE, DO TEU LIVRO


         Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Êxodo 32:32

         Em um debate sobre perseveração dos santos, houve uma citação que me intrigou e levou-me a questionar sobre o versículo supracitado, indagando-me na hipótese de  perca da salvação. Moisés cita duas palavras pertinentes “riscar” e “teu livro”.
         
         É sabido que a escritura assevera de maneira enfática a perseveração dos santos, há inúmeras passagens que corroboram com esse ponto na soteriologia reformada, a segurança da salvação está intrinsecamente ligada à Ordo Salutis, ou seja, a ordem dos eventos que diz respeito a salvação, tal doutrina foi veementemente defendida pelos reformadores no Sínodo de Dort.

        Sinodo de Dort Capitulo V -  Artigo 8 — A graça do triuno Deus preserva  - Assim, não é pelos seus próprios méritos ou força, mas pela imerecida misericórdia de Deus, que eles não se desviam totalmente da fé e da graça nem permanecem caídos para se perderem totalmente no final. Quanto a eles, isto facilmente poderia acontecer e aconteceria sem dúvida. Mas quanto a Deus, não há a menor possibilidade de que isso aconteça, pois o Seu conselho não pode ser mudado; a Sua promessa não pode falhar; o chamado segundo o Seu propósito não pode ser revogado; o mérito, a intercessão e a proteção de Cristo não podem ser anuladas; e o selar do Espírito Santo não pode ser frustrado nem  destruído. Sl 33.11; Hb 6.17; Rm 8.30, 34; 9.11; Lc 22.32; Ef 1.13. Refutando assim doutrinas contrárias e obscuras que trazem duvidas aos neófitos e apreensão aos fracos na fé.

         Sínodo de Dort Capitulo V - Erro 1 — A perseverança dos verdadeiros crentes não é fruto da eleição nem um dom de Deus obtido pela morte de Cristo, mas é uma condição da nova aliança que o homem tem a obrigação de cumprir pelo seu livre-arbítrio antes da sua assim chamada eleição e justificação decisivas.
 Refutação — A Sagrada Escritura testifica que a perseverança segue-se à eleição e é concedida ao eleito pela virtude da morte, ressurreição e intercessão de Cristo: “mas a eleição o alcançou; e os mais foram endurecidos” (Rm 11.7). E também: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8.32-35). Com essa certeza que as sagradas escrituras demostra a todos os eleitos e como o Apostolo Paulo consola aos Filipenses dizendo: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará ate o dia de Jesus Cristo.”( Fp1.6) chegamos a conclusão que Moisés só poderia estar falando de outro “livro”, não o livro da vida aos qual os eleitos tem o nome escrito desde a fundação do mundo. Ap. 17:8; 13:8.

     Mas afinal, que livro é esse?

        O salmista nos dá uma resposta, vejamos: Sejam riscados do livro dos vivos, e não sejam inscritos com os justos. Sl 69:28; Veja, o Salmista se refere ao LIVRO DOS VIVOS.
Clemente Romano escrevendo aos Coríntios, diz o seguinte sobre o texto de Ex 32.32 - Quando Moisés subiu a montanha e passou quarenta dias e quarenta noites no jejum e na humildade, Deus lhe disse: “Desce depressa, pois o teu povo, aquele que fizeste sair do Egito, violou a lei. Eles depressa se afastaram do caminho que tu lhes tinhas ordenado, e fizeram para si ídolos de metal derretido”. E o Senhor lhe disse: “Eu te falei uma vez e até duas, dizendo: Vi este povo, e eis que é povo de cabeça dura. Deixa-me exterminá-los. Apagarei o nome deles debaixo do céu, e farei de ti uma nação, grande e admirável muito mais numerosa do que essa.” E Moisés respondeu: “De modo nenhum, Senhor. Perdoa o pecado desse povo ou cancela-me, também a mim, do livro dos vivos. [ Patrísticas – Padres Apostólicos, Vol I, Paulus, pág. 30] – a clareza do texto aqui reafirma a exegese que aponta para uma conclusão – TRATA-SE DO LIVRO DOS QUE ESTÃO VIVOS.

        Assim concluímos que este versículo não trata de perca de salvação ou da doutrina instável de salvação por meritocracia (hora salvo, hora condenado) ou ainda de riscar o nome do livro da vida, trazendo uma perspectiva sombria aos corações, pois sabemos que somos incapazes de produzir boas obras para sermos salvos e que a nossa certeza encontra-se na graça salvadora e eficaz realizada por Cristo no calvário, o versículo subsequente assevera esta conclusão, Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro. Êxodo 32:33, ou seja - a morte física - não a rejeição e condenação espiritual a qual se dá a todos os preteridos, onde poderemos discorrer em outro artigo.

       Que o Eterno abençoe e ilumine a todos, e que a certeza da vida eterna possa repousar no coração de todos aqueles que foram chamados graciosamente por Cristo!


TEOLOGIA | SOTERIOLOGIA | VIDA CRISTÃ

Por Paulo César da Silva

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

OS CONFLITOS SOCIAIS GERADOS NO CICLO DO OURO


       O declínio da indústria açucareira no Brasil, no final do século XVII forçou a população buscar formas de enriquecimento, os Bandeirantes, incentivados pela coroa portuguesa, explorando o interior, em busca de índios para escravizar, encontram as minas, que modifica o cenário politico, econômico e social. Com a descoberta das minas de ouro nos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso as regiões auríferas passam a receber um grande número de migrantes, na busca por metais preciosos fixam-se nessas regiões.  
           
    As pesadas taxas tributárias, impostas pela coroa sobre a exploração do ouro, primeiramente com o quinto, depois com a taxa fixa de 100 arrobas anuais (equivalente a 1.500kg de ouro), e por último a derrama, que forçava a desapropriação dos bens, para completar a exigência da coroa e o controle incisivo das casas de fundição, levam a região a tornar-se um reduto de revoltas sociais, entre as mais conhecidas destacamos; a Revolta de Vila Rica e a Inconfidência Mineira. Marcos Costa diz o seguinte: É nesse contexto de exploração intensiva que, tomado pelo espirito da Revolução Francesa (1789), um grupo de Brasileiros se revolta contra o despotismo. A reação de Portugal foi de extrema violência, e Tiradentes foi enforcado e esquartejado... (COSTA, MARCOS. 2016). 

        Neste cenário, as agitações sociais eram constantes, pois o descontentamento com as tributações o controle da região pela coroa através dos Provedores-Mores e a ampla densidade demográfica, traziam tensões e revoltas entre os habitantes. Percebemos assim que, a corrida pelo ouro, culminou num aglutinamento de pessoas. A busca pelo metal mais cobiçado no período das expansões marítimas, que impulsionou a colonização espanhola da América pré-colombiana no século XVI, e posteriormente, depois de três séculos, traz novas possibilidades para a coroa portuguesa, explorando o minério na colônia para servir os interesses da metrópole. Entretanto, o controle e a exploração da coroa sobre a mineração dos metais, incitaram revoltas e instabilidades sociais na já combalida colônia. 

HISTÓRIA | HISTÓRIA DO BRASIL

CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce. 


Referências Bibliográficas: COSTA, MARCOS, “A História do Brasil pra quem tem pressa” - 1. ed. – Rio de    Janeiro: Valentina, 201



DEVEMOS SER CUIDADOSOS AO OUVIR A PALAVRA DE DEUS



         Disse, porém Jeosafá: Não há aqui ainda algum profeta do Senhor, ao qual possamos consultar?
      Então disse o rei de Israel a Jeosafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao Senhor; porém eu o odeio, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas só o mau; este é Micaías, filho de Inlá. E disse Jeosafá: Não fale o rei assim. (1Rs 22:7,8)

         O rei questionado aqui é Acabe, sim aquele rei de Israel, ímpio e que era manipulado por sua mulher Jezabel. Numa visita de Jeosafá rei de Judá, Acabe decidiu reaver as terras de Ramote Gileade que estava sob ocupação Síria, convidando o rei de Judá que lhe cooperasse nessa peleja. Então  reunindo “seus” profetas para saber a resposta do Senhor sobre tal assunto, todos claro falaram de forma favorável ao rei ímpio. Entretanto Jeosafá que era um rei temente a Deus percebeu que todos aqueles profetas não falavam da parte de Deus ( mesmo que alguns juravam que sim), questionou o rei de Israel se não havia ali, algum Profeta de Deus.

O homem ímpio não se submete a palavra de Deus.

       As pessoas costumam amar a verdade quando as ilumina, porém tendem a odiá-la quando as confronta. (Santo Agostinho 354-430 d.C) A natureza pecadora tende a levar o homem a não se submeter as escrituras, a verdade do evangelho frequentemente confronta suas vontades, pois em suma, não está submissa a vontade de Deus, Paulo assevera que o homem natural não pode compreender as coisas de Deus - 1 Co 2.14, o pecado aparta o homem de Deus Is 59.2. Devemos considerar que Deus endurece o coração de quem quer para que seus decretos sejam realizados 2 Cr 18.22, pois Deus assim o faz segundo seus propósitos sobre as criaturas, movendo-as em sua própria impiedade, ou seja, o homem é responsável por suas próprias ações que são movidas por sua própria natureza pecaminosa, entretanto Deus está agindo e controlando esses atos que satisfaz sua justiça – Rm 9: 15-18. Todos quantos não se sujeitam a vontade de Deus são merecedores de tais atos de justiça, isso é um atributo imutável Rm 9:19-21.

O homem regenerado busca ouvir a voz de Deus.

          Disse, porém Jeosafá: Não há aqui ainda algum profeta do Senhor?
Ouvir a resposta do Eterno é a atitude correta e o desejo de todo cristão, saber o que Deus tem a nos ensinar é uma virtude de uma pessoa regenerada por Cristo, ela deseja Deus, ela deseja ouvir a voz de Deus, o salmista diz: Oh! Quanto amo sua lei! É a minha meditação todo dia. Sl 119.97 – As escrituras é suficientemente capaz em nos conduzir em toda verdade, o Espirito Santo nos traz esperança e consolo através de cada palavra contida nas escrituras, ela é a verdade de Deus revelada, ela contém toda a verdade para que o homem seja salvo!
       Entretanto Jeosafá cometeu um erro grave, aliou-se a um ímpio, as escrituras assevera que não podemos nos submeter a um jugo desigual com o infiel 2 Co 6.14. Isso pode nos trazer sérios prejuízos, Jeosafá acabou passando alguns apuros e quase morrendo na batalha por se aliar a um infiel.  Sendo no final, severamente repreendido pelo Senhor por tal atitude.

Conclusão.

       Devemos ter o cuidado em manter nossa relação com Deus em santidade, apartando de tudo aquilo que possa desagradar ao Eterno, como a escritura diz: E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Tg 1.22 Que o Eterno possa nos conduzir em santidade e que possamos a cada dia nos submeter a sua vontade, pois isso é agradável e para isso fomos chamados, para sermos a imagem de seu Filho Jesus Cristo, no qual obtivemos a redenção.

         Louvado seja Deus por seus decretos, por sua palavra e por sua gloriosa graça!


TEOLOGIA | MEMBRESIA

Por Paulo César da Silva

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

DANÇANDO DE ALEGRIA

por DR. CORNELIS VAN DAM


Onde as Escrituras mencionam essa atividade e o que ela pressupõe? Quais foram as ocasiões? A Bíblia não faz menção à dança romântica, masculina e feminina, que é bem conhecida em nosso mundo ocidental contemporâneo. A dança no Antigo Testamento era uma expressão de grande alegria. Era o inverso do luto e da lamentação (Sl 30.11; Ec 3.4; Lm 5.15). A dança, entretanto, estava associada a eventos especialmente felizes. Portanto, este artigo se concentrará nesse tipo de dança, e na maior parte, ignorará a dança influenciada ou associada a ritos e práticas pagãs (p. ex. Jz 21.19-23; 1 Rs 18.26; Mt 14.6).
Dança e louvor
Que evento poderia proporcionar mais alegria do que experimentar de Deus a libertação do mal? Não é de admirar que a dança esteja associada aos grandes feitos de libertação do Senhor. Aqui estão alguns exemplos, depois da vitória de Deus sobre os egípcios a quem ele afogou-os no mar:
“A profetisa Miriã, irmã de Arão, tomou um tamborim, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamborins e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou e precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro”—Êx 15.20-21.
Quando o exército de Jefté retornou vitorioso da batalha contra os amonitas, sua filha se alegrou e saiu ao seu encontro “dançando ao som de tamborins” (Jz 11.34). Depois do triunfo de Davi sobre os filisteus, as mulheres saíram “cantando e dançando alegremente com tamborins e alaúdes. Enquanto dançavam, cantavam” (1 Sm 18.6-7). Quando Davi trouxe a arca do Senhor para Jerusalém, ele dançou “com toda a sua força… saltando e dançando diante do Senhor” em celebração ao favor do Senhor por ele (2 Sm 6.14-21). É claro que estas danças não foram para diversão social, mas sim para louvar a Deus por seus atos maravilhosos. Os salmos, portanto, exortam: “Regozije-se Israel no seu Criador, exultem no seu Rei os filhos de Sião. Louvem-lhe o nome com flauta; cantem-lhe salmos com adufe e harpa” — Sl 149.2-3 e também Sl 150.4.
O fato de que a dança e o louvor a Deus estavam relacionados aos tempos do Antigo Testamento não impediam um abuso da dança e da conduta pecaminosa. O principal exemplo é a dança que acompanhou a adoração do bezerro de ouro ao pé do Monte Sinai. Sob o pretexto de ser uma festa para o Senhor, eles dançaram e “Arão os deixara à solta” (Êx 32.25). Eles se entregaram àdiversão (Êx 32.6) que Moisés subsequentemente condenou muito severamente. Ele ordenou aos levitas que matassem os transgressores. Três mil homens morreram (Êx 32.25-28). O pecado foi tão grave que o Senhor atingiu o povo com uma praga e recusou-se a acompanhá-los posteriormente (Êx 32.35; 33.3).
Existe uma dança litúrgica hoje?
Tendo em vista que o Antigo Testamento fala de dança no contexto de louvor a Deus, algumas igrejas, incluindo as reformadas, incluem uma dança litúrgica em sua liturgia. Devemos fazer isso também? Quando você pensa sobre isso, é realmente uma questão de lógica observar as ocorrências mencionadas acima, como sugestão que esses fatos legitimam incluir uma dança litúrgica em nossos cultos regulares de adoração.
Primeiro, não há evidência de que a adoração regular do Antigo Testamento, conforme ordenada pelo Senhor Deus, incluísse a dança. Além disso, não há menção de dança no contexto da adoração no Novo Testamento. A reação da dança como um sinal espontâneo de gratidão a Deus foi aparentemente difundida nos tempos do Antigo Testamento. Podemos não ser tão exuberantemente inclinados quanto o povo do (antigo) Oriente Médio, mas quem às vezes não deseja pular de alegria porque está tão feliz e animado pelas bênçãos recebidas de Deus? Louvai-o com danças (Sl 145.3)! Tais demonstrações espontâneas de alegria ainda podem ser exibidas (cf. At 3.8). Contudo, incorporá-los à adoração formal é um assunto completamente diferente.
Segundo, se o que eu vi no YouTube (e eu assisti a vários clipes) é um indicativo, o tipo de danças litúrgicas apresentada atualmente nos cultos estão muito longe daquilo que lemos sobre a dança em louvor a Deus no Antigo Testamento. Hoje, as danças cuidadosamente coreografadas, ocupam o centro do palco e essa performance junto com os talentosos e belos dançarinos ou atores, rapidamente, tornam-se um foco importante e potencialmente sensual para o culto. O resultado é que a proclamação da Palavra não é mais central. Ao contrário da adoração do Antigo Testamento, que tinha muitos elementos externos e físicos no elaborado serviço do templo, nossa adoração é para ser em espírito e em verdade (Jo 4.23-24). Acontece na congregação, o lugar da habitação de Deus (2 Co 6.16) e é focada na Palavra. Uma dança litúrgica, juntamente com todos os ornamentos que a acompanham, é uma intrusão dura e estranha nesse ambiente. No século XVI, as igrejas reformadas rejeitaram corretamente as dramatizações de moralidade e outras ajudas teatrais para o culto e fazemos bem em continuar a seguir o exemplo.
Conclusão
Dançar e saltar de alegria foram expressões espontâneas maravilhosas de gratidão a Deus, por seus admiráveis atos de misericórdia e amor. Esse é o tipo de dança favorável que o Antigo Testamento aborda. Fazemos bem em não esquecer aquela alegria ingênua e entusiasmo que fazem as crianças pularem e saltarem de pura alegria. Afinal de contas, não permaneceremos durante toda a vida como pequenos filhos do nosso grande e maravilhoso Pai, que nos deu riquezas e bênçãos além da nossa imaginação mais extravagante!?

TEOLOGIA | LITURGIA | PRINCÍPIO REGULADOR

A ABOLIÇÃO INACABADA: LIBERATA E O PÓS-1883 NO SERTÃO DOS INHAMUNS

  Ilustração: ALBUQUERQUE, Lucílio de. Mãe Preta . 1912. Pintura. Paulo César Silva [1] O Ceará ocupa um lugar de destaque na historiograf...