quarta-feira, 19 de agosto de 2020

19 DE AGOSTO | DIA DO HISTORIADOR


Em 2009, o presidente da república em exercício, José Alencar, sancionaria a lei que instituiu o Dia do Historiador. A data, 19 de agosto, foi escolhida para homenagear o nascimento de Joaquim Nabuco (1849-1910). Filho do senador Nabuco de Araújo, proveniente de uma família tradicional de Pernambuco, Nabuco encarnava o modelo de homem admirado e invejado na época. Mesmo sem possuir fortuna, o diplomata, político e homem de letras tinha uma formação intelectual sólida, boas maneiras, beleza e estava sempre elegante, em harmonia com as modas que dominavam os salões mais refinados.

 Nabuco afirmou: “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. Infelizmente, ele estava certo. Essa frase tem sido bastante lembrada até os dias de hoje quando se discutem questões centrais da nossa sociedade, como racismo, trabalho doméstico, cotas, segurança pública. Amigo de D. Pedro II, Nabuco ficou conhecido pela atuação na campanha abolicionista e seus belos discursos na Câmara dos Deputados. Mas, não apenas por isso. O Correio do Povo, na ocasião de sua morte, informava que ele era considerado “o moço mais belo do Rio de Janeiro, no período de 1864 a 1880, constituindo-se um verdadeiro árbitro da elegância e encantando as mulheres com seus dotes excepcionais da sua formosura física e com o deslumbrante prestígio de seu valor intelectual. A sua entrada num teatro ou salão de baile produzia sensação entre as damas, que todas elas o admiravam e muitas delas o amavam…”.

 Passou os primeiros anos de vida, entre os canaviais que faziam a riqueza de Pernambuco e os cativos que ali trabalhavam. Desde cedo aprendeu a detestar a escravidão. Era conhecido como “o iôiô que não castigava escravos”.  Entre 1858 e 1870, estudou nas melhores escolas, inclusive o Colégio Pedro II, preparando-se para ir para São Paulo. Queria estudar Direito, nas Arcadas. Datam desta época os primeiros escritos contra a escravidão e sua ligação com o jovem poeta baiano, Castro Alves, autor do célebre poema “Navio Negreiro”. Ali, também conheceu Rui Barbosa e os futuros presidentes Rodrigues Alves e Afonso Pena.

 Joaquim Nabuco voltou ao Recife para terminar os estudos e escandalizou a Província ao defender, no tribunal de Olinda, um escravo duplamente homicida: o negro Tomás. O processo fez história, pois Nabuco não mediu palavras: o responsável pelo crime? A violência da própria escravidão! Recife reagia chocada. O ambiente conservador e rígido da cidade, iria transformá-lo num radical.

 Um caso amoroso com certa senhora casado foi o estopim para o início da carreira diplomática. Em 1876, seguiu para Washington como adido diplomático. Mas não se adaptou ao jeito americano de viver. De lá, foi para Londres, trabalhar no escritório da legação diplomática brasileira. Nabuco tinha admiração pelas instituições políticas inglesas e a cultura francesa. Em 1878, faleceu seu pai, o famoso senador Nabuco de Araújo e ele voltou ao Brasil. Tinha início a sua carreira política.

 Foi eleito em 1878, derrotado em 1881 e reeleito em 1884. A plataforma eleitoral se chocava com os interesses dos senhores de escravos. Sua bandeira: “guerra à escravidão”. A ela se somavam outras ideias como liberdade religiosa e liberalismo. Ligou-se ao abolicionista André Rebouças e junto com outros intelectuais fundou O Abolicionista, folha mensal para a qual colaborava. No meio tempo, voltou à Londres, de onde escreveu um livro-propaganda, O Abolicionismo, onde denunciava as mazelas do sistema. Em 1886, com a volta dos conservadores ao poder, Nabuco não conseguiu se eleger. Afastou-se, então, da vida política e passou a colaborar com o Jornal do Comércio, a convite de Quintino Bocayuva.

 Em 1887, ele foi a Roma. Em visita ao Papa Leão XIII, pediu apoio para a causa abolicionista. Nabuco sabia das ligações da princesa Isabel com o papado e achou que esta seria uma boa forma de pressionar a família imperial.  Resposta de Leão XIII: “O que lhe toca, toca também ao coração da Igreja”. De volta ao Brasil, Nabuco ajudou ao chefe do gabinete conservador, João Alfredo de Oliveira, apressar a Abolição.

 Em 1889, Joaquim Nabuco casou-se. Afastado da vida política, pode dedicar-se à doméstica. Tinha uma enorme nostalgia dos tempos do Império. A República, frustrou a muitos liberais e ele foi um dos decepcionados. Recusava-se a participar do novo regime político até que foi convidado a defender o Brasil numa disputa diplomática com a Inglaterra. O tema? As fronteiras das Guianas. Embora tenha perdido a questão, se tornou o chefe da legação brasileira em Londres (1900-1905) e depois o primeiro embaixador brasileiro nos EUA (1905-1910). Ali, abraçou e defendeu a causa do “pan-americanismo” – a integração entre as Américas, visando à aliança mais estreita entre Brasil e EUA. Em 1909, registrou: “Não fui feito para velho”.

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Mary del Priore e Márcia Pinna Raspanti (História hoje)

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

17 DE AGOSTO: DIA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO


Fundação Bernardo Feitosa: Museu Regional dos Inhamuns instituída oficialmente no dia 02 de fevereiro de 1992 pelo casal de ambientalistas e agitadores culturais, Joaquim e Dolores Feitosa conta com apoio dos sócios e da população e está sediada no prédio da antiga Casa da Intendência de Tauá-Ce, edificação que data do final do século XIX.

 Mantenedora e guardiã do acervo do Museu Regional dos Inhamuns, da Biblioteca Joaquim de Castro Feitosa, do setor de Informações Ambientais, e da Praça de Eventos a Fundação, também promove encontros, seminários, exposições e cursos de capacitação como o curso de Agente Patrimonial, Projetos de Preservação Patrimonial e Cultural da Região dos Inhamuns e várias outras ações, como Exposição de fotos e objetos que contam a história da Região, entre outros eventos.

 Aglutinando em torno de seus projetos lideranças de diversos setores da sociedade e participando ativamente da vida cultural e ambiental da região, tornando-se referência no tocante à preservação e divulgação do patrimônio material e imaterial do estado e no tocante ao meio ambiente. A preservação é fundamental, mantendo acessa a memória e a historicidade do município e da região dos Inhamuns.

 Além do museu, a cidade conta com centenas de construções datadas entre os séculos XIX e XX, sítios arqueológicos entre outros. Cuidar do patrimônio histórico é manter viva a cultura de uma região. 

sexta-feira, 24 de julho de 2020

REVOLTAS REGENCIAIS E SUAS PECULIARIDADES

CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA 
Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce. 



         O período regencial, compreendido entre a abdicação de D. Pedro I e a maioridade de D. Pedro II, foi marcado por revoltas e disputas em todo o Império, atingindo algumas importantes províncias, de norte a sul da recente nação. 
         Durante o decênio do período regencial (1831 – 1840) as revoltas explodiram no país, por diversas causas. Assim, não é possível pensar nessas revoltas de forma homogênea, atribuindo apenas uma única causa, uma mesma motivação, embora, a perda de uma ideia de legitimidade – existente enquanto D. Pedro I esteve à frente do trono – possa ser considerado um fator relevante. A desestabilização do Império levou também a disputas entre as elites provinciais, insatisfeitas com os rumos que o país tomava, além das disputas políticas locais, insatisfação popular com a pobreza e a desigualdade etc. 
       A revolta farroupilha aconteceu no Rio grande do Sul e foi uma revolta que durou cerca de 10 anos. A revolta começou no ano 1835 e foi por causa de uma insatisfação contra os altos impostos cobrados pelo charque e, também estava relacionada à concorrência deste produto com o de outros países. Essa revolta só acabou no ano de 1845, quando foi realizado um acordo entre as tropas do império e os revoltosos. 
      A cabanagem aconteceu na província do Grão-Pará e teve a participação de varias pessoas pobres, que sofriam com a exploração existente na região. Os revoltosos queriam terras e diminuição de impostos. É diferente da farroupilha, que teve maior participação de fazendeiros e pessoas com dinheiro. 
     Um ponto importante é que não há consenso entre os historiadores sobre se os farrapos queriam de fato separar-se do Brasil ou se apenas queriam garantir mais autonomia para sua província criando assim uma controvérsia entre os historiadores. 
      O fim do Período Regencial foi resultado da disputa política entre liberais e conservadores. Os liberais conseguiram conquistar o apoio da maioria dos deputados e senadores e realizar o Golpe da Maioridade em 1840. Com esse golpe, Pedro de Alcântara teve a sua maioridade antecipada e tornou-se imperador do Brasil com 14 anos de idade. Esse ato iniciou o Segundo Reinado e deixou os liberais satisfeitos porque foi retirado o poder das mãos dos conservadores. Os liberais também esperavam que a coroação do imperador colocasse fim à série de revoltas provinciais que aconteciam no país. 

Referências: 
PERÍODO REGENCIAL; Brasil Escola; Daniel Neves. (Disponível em: https://brasilesco.la/b8529. Acesso em: jun. 2020). 
REVOLTAS DO PERÍODO REGENCIAL; Pedro Eurico Rodrigues. (Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-francesa-os-estados-gerais.htm. Acesso em: jun. 2020). 
"GUERRA DOS FARRAPOS"; Brasil Escola; SILVA, Daniel Neves. (Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolucao-farroupilha.htm. Acesso em: jun. 2020).

A REVOLUÇÃO FRANCESA E SEUS DESDOBRAMENTOS SOCIOPOLÍTICOS

CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA 
Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce. 


         A Revolução Francesa foi um movimento social e político ocorrido na França entre 1789 e 1799, que resultou no fim do Antigo Regime e, posteriormente, deu origem à República Francesa, considerando e analisando os fatos, destacamos alguns fatores importantes. 
         As razões que levou Luís XVI a convocar a Assembleia dos Estados Gerais, em 1789, foram motivadas pelo aumento das pressões populares, de modo que os camponeses já se revoltavam em diversas regiões da França e a sustentação do modelo social do Antigo Regime já parecia ser impossível, de modo que a convocação das Assembleias seria uma forma de garantir algum grau de compromisso, com concessões parciais ao Terceiro Estado. 
          Este Terceiro Estado era composto pela maioria da população francesa. Apesar da maioria absoluta, a forma de voto da Assembleia Geral impedia a hegemonia dos interesses do mesmo. Conforme previsto, os votos eram dados por estados, com isso a aliança de interesses entre o clero e a nobreza impedia a aprovação de leis mais transformadoras. Inconformados com tal diferença, os integrantes fizeram enorme pressão exigindo a adoção do voto por cabeça. Desta forma, contando com o paio de alguns integrantes dos demais estados, o terceiro estado garantiria um amplo conjunto de reformas político-administrativas. 
          A primeira Constituição aprovada em 3 de setembro de 1791 petrificou os direitos proclamados com a Revolução, indo, porém, mais adiante. Dentre os princípios positivados na nova Carta estava presente a repartição dos Poderes Executivo, exercido pelo monarca e os ministros o Legislativo, atribuído à Assembleia unicameral e ao Judiciário independente. Quanto aos direitos fundamentais, a Constituição reitera o elenco já previsto em 1789 e reconhece os direitos civis e naturais, a igualdade, esta desdobrada em equidade de acesso aos cargos e às funções pública, fiscal e penal, e quatro espécies de liberdade, quais sejam: liberdade de circulação e expressão, liberdade de imprensa e de culto. A Constituição também garantiu o direito de propriedade e previu o direito de o proprietário ser indenizado previamente e em dinheiro nos casos de desapropriação. Ingressaram na Constituição, importantes direitos sociais, dentre os quais: a garantia de criação de estabelecimento de seguros públicos que objetiva promover a educação de crianças abandonadas; o socorro aos doentes pobres e inclusão social dos pobres, em geral e o sistema educacional público e gratuito para todos os cidadãos.
       Entretanto, a Constituição não avançou nos direitos mais relevantes do Estado democrático, pois restringiu os direitos de participação política ao conferir legitimidade ao sufrágio censitário que dividiu, com inspiração nos ensinamentos de Sieyès, os cidadãos em ativos, aqueles que tinham renda suficiente para votar e passivos, os que não alcançavam a renda suficiente para ter direitos políticos, excluindo as mulheres, as crianças, os estrangeiros e aqueles que não pudessem contribuir para o sustento do estabelecimento público, o que limitava deveras o exercício da cidadania. 
         A sociedade francesa passou por diversas mudanças em razão da Revolução Francesa. A aristocracia perdeu o poder político que detinha para a burguesia, que se tornou a nova classe dominante, marcando o fim do feudalismo e o início do capitalismo na França. 

Referências: 
QUE RAZÕES LEVARAM LUIZ XVI A CONVOCAR OS ESTADOS-GERAIS? Eduardo P. Lopes. (Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/75232#readmore. Acesso em: jun. 2020). 
REVOLUÇÃO FRANCESA - OS ESTADOS GERAIS; Rainer Sousa. (Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-francesa-os-estados-gerais.htm. Acesso em: jun. 2020). 
OS DIREITOS FUNDAMENTAIS NAS CONSTITUIÇÕES FRANCESAS; Manoel Messias Peixinho.(Disponível em: http://www.publicadireito.com.br/artigos/?cod=b1bc40d056bad6ec. Acesso em: jun. 2020).

segunda-feira, 30 de março de 2020

COMPETÊNCIA E A DIVERSIFICAÇÃO DOS MÉTODOS AVALIATIVOS


Disciplina: Prática pedagógica em História II


CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce.



É importante ao tratarmos de métodos avaliativos e competências termos em mente, o arcaísmo que permeia a educação brasileira, fruto da influência educacional positivista.
A educação brasileira ao longo do tempo utilizou e utiliza-se do método avaliativo por meio de prova escrita, que em suma, não fornece uma gama de proposições suficiente para que o aluno seja avaliado de forma plural. Este método acaba por privilegiar uma minoria em detrimento ao todo, outros fatores são importantes no processo avaliativo. Estes novos conceitos fazem-se necessários, à diversificação dos processos e a quebra de tabus é imprescindível para que as nuances educacionais possam abarcar de forma homogênea e os resultados possam ser equilibrados.
A base Nacional comum curricular - BNCC neste aspecto oferece subsídios que contribuem e fornecem o caminho aos educadores no processo de desenvolvimento das competências pedagógicas, trazendo uma perspectiva plural aos discentes, contemplando não apenas suas habilidades cognitivas, mas suas condições sócioculturais.
Com isto, as sequências didáticas, assumem um papel fundamental nesta construção. As diversificações dos métodos avaliativos são importantes no processo educacional, suas várias perspectivas de aprendizado torna a evolução educacional eficiente e as possibilidades de melhora no desempenho perceptíveis, pois há dentro do desenvolvimento a possibilidade de correção do ensino-aprendizagem.
O saber é um processo que envolve labor contínuo, assim, o dinamismo, a percepção e a criatividade do professor é fundamental neste processo de desenvolvimento do ensino-aprendizagem. Aplicando ao mesmo os mecanismos necessários para atingir as metas traçadas dentro das instituições educacionais através do Plano Político-Pedagógico - PPP.

Referências:

Brauna, Diogo PRÁTICA PEDAGÓGICA EM HISTÓRIA II. Apostila de estudo. O PLANEJAMENTO ESCOLAR; UNISA. P. 1; 10
Brauna, Diogo PRÁTICA PEDAGÓGICA EM HISTÓRIA II. Apostila de estudo. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM; UNISA. P. 1; 10




CONSTRUÇÃO SOCIOCULTURAL DOS SABERES: DESAFIOS E PARADIGMAS


Disciplina: Educação, Cultura e Sociedade.



CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce.


A educação ao longo dos anos vem recebendo inúmeras alternativas de ensino-aprendizagem, talvez o maior desafio ao professor esteja em, desenvolver de forma plena e satisfatória uma metodologia capaz de aliar conhecimento, interação, comunicação e assimilação dos saberes.
Por meio da pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENTEP), podemos ter uma amostra deste problema entre os docentes. Percebemos ali que a maioria dos professores nem discordam e nem concordam com a reprovação de alunos. Isto revela, mesmo de forma subjetiva, a pouca atenção que se dá ao método de ensino-aprendizagem ou estritamente ao avaliativo e a passividade como o mesmo é encarado dentro de um o processo educacional.
Sendo assim, é notável que os resultados não sejam condizentes com as expectativas empregadas, e isto acontece porque o método ensino-aprendizagem não é suficientemente capaz de desenvolver as habilidades em sua plenitude. Conceitos positivistas, por exemplo, ainda são latentes em nossa educação, metodologias arcaicas ainda são mantidas no sistema educacional, com isto, manifesta-se um seletivismo fundamentado na meritocracia. É preciso romper paradigmas neste sentido, desenvolvendo formas mais eficientes e com maior eficácia.
Desenvolver metodologias de ensino-aprendizagem que sejam capazes de abarcar de forma plena os discentes, tornado o conhecimento não apenas um método de exposição-audição-recitação. Que o ensino-aprendizagem possa estar presente na construção sociocultural do discente, dentro de sua realidade social e cognitiva, que o educador possa tornar o ambiente escolar um espaço democrático e que as potencialidades dos educandos possam ser bem desenvolvidas.


Referência:

Enunciado: O QUE LEVA UM PROFESSOR A REPROVAR UM ALUNO (Nova Escola – Disponível em: https://bit.ly/2PGawf. Acesso em: nov. 2017).


RELEVANTES CONTRIBUIÇÕES DE ROUSSEAU PARA A PEDAGOGIA MODERNA


Disciplina: Fundamentos Históricos e Filosóficos da Educação


CÉSAR DA SILVA, PAULO, Acadêmico de História pela UNISA Universidade Santo Amaro, Polo IDETE, Tauá-Ce.

Dado as indagações e tendo como cenário a pedagogia moderna alicerçada nos escritos do filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), mais estritamente em sua obra filosófico-pedagógica Emilio ou da Educação (1762).
Iniciamos esta análise no que tange ao fato de como é preciso ser educada a criança e considerando a afirmação do escritor: “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Asseveramos que a educação do homem começa com o nascimento; antes de falar, antes de ouvir, ele já se instrui. “A experiência antecipa as lições” (p. 45). Rousseau considerava que a infância seria o período de maior felicidade do homem, pois a ação do mundo social ainda é pequena.
Observamos também que as grandes transformações, com relação ao processo pedagógico moderno, trazidas pela obra Emílio, é a formação de homens capazes de lutarem contra a depravação da natureza humana e aptos a ouvirem a própria voz de sua consciência. Ou seja, como um autêntico pensador moderno.
Há de se ponderar que a educação tradicional acreditava na razão como único meio para evolução da humanidade, enquanto que a educação natural proposta por Rousseau considerava a interioridade humana, cuja consciência é o núcleo de sua autenticidade, a força motriz capaz de fazer frente à corrupção humana resultante da socialização distorcida.
Por fim Rousseau transferiu consideráveis subsídios para a pedagogia moderna, denotando uma educação-formação de sujeitos.

Referências:

ALMEIDA, Fábio Fetz de FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO. Apostila de estudo; Rousseau: O Homem Nasce Bom e a Sociedade o Perverte; UNISA. p. 6-7

WENDT, Cristiano Eduardo. DALBOSCO, Claudio Almir. Iluminismo pedagógico e educação natural em Jean-Jacques Rousseau. Educação, Santa Maria, v. 37, n. 2, p. 229-240, maio/ago. 2012. Adaptado.


A ABOLIÇÃO INACABADA: LIBERATA E O PÓS-1883 NO SERTÃO DOS INHAMUNS

  Ilustração: ALBUQUERQUE, Lucílio de. Mãe Preta . 1912. Pintura. Paulo César Silva [1] O Ceará ocupa um lugar de destaque na historiograf...